quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

... Apago-me... e Escrevo-me...

... Derrotado por forças indesejáveis ao meu ser... perco-me em mim... e rastejo, nos suburbios do correcto, do digno... Simplesmente pareço uma vaga de poeira carregada de incómodos pós...
... Pego numa simples borracha de nada, dissolvido por tudo e apago-me... pareço a dissolução do açúcar em litros de água impura... suja da sociedade... ai que revolta desses simples cristais que se dissolvem sem se poderem cristalizar, resolvendo a necessidade química de uma forma rápida e oposta ao natural...
... Limpo a sujidade com ajuda de vagas de sopro de ventos de leste, que nestes dias gelam as almas dos ingratos e injustos... E com uma suposta e holográfica facilidade escrevo-me... letra a letra, sílaba a sílaba... palavra a palavra... frase a frase...
...Até que o texto do correcto afirme-se novamente... Esse novamente é uma incoerência... Uma incoerência sentimental baseada em palavras que tem de ser ditas pra poderem ser escritas... No entanto com uma escrita de obrigatoriedade, por necessidades que designam a sociedade actual...
... Que sociedade... Baseio-me a rever as conjugações verbais da alma novamente escrita... agradecendo as brisas exageradas que ao mesmo tempo que limpam os seres, gelam os que pensam na imunidade....

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