quarta-feira, 7 de junho de 2006

... Sem tempo e segredos...

... O cronómetro magnético da vida sistemática, não pára... Os segundos dissolvem-se nas correntes de ar... Os dias desaparecem como de simples poeiras se tratassem...
... Presciso de parar o tempo... Mas quanto mais imploro, maior é a sua velocidade substancial...
... A vida superioriza-se aos magnetismos dos ponteiros... Não o suficiente...

... Contudo na essência do nosso inconformismo, desejamos constantemente o que o tempo acelere, que o tempo resolva as atrocidades do ritmo banal...
... Sempre mais simples deixar correr... Não combater, nem lutar, contra o deslizar dos ponteiros horários... Aceitando com respeito todas os seus resultados... Mas nem sempre com a felicidade desejada...
... Luto contra o aproximar do próximo segundo... Desejo viver o segundo actual...